Obras de Tarsila do Amaral podem ser conferidas em acervo de arazzos/tapeçarias da By Kamy

By Kamy

Reconhecida como uma das maiores representantes brasileiras do modernismo, Tarsila do Amaral está super em alta e vem mostrando todo seu Savoir-Faire neste início de ano, depois de surpreender com uma exposição no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MOMA) e a venda da obra “A Lua” por uma cifra aproximada de US$ 20 milhões – a mais cara já vendida de um artista brasileiro.

Agora, ela é tema da exposição Tarsila Popular, em exibição no Museu de Arte de São Paulo (MASP), em iniciativa de Tarsilinha, sobrinha neta da artista, e exibe grandes obras de sua carreira, entre elas, o famoso Abaporu, que retorna à pátria após 11 anos.

Ainda que influenciada pela estética europeia, Tarsila consegui retratar temas e narrativas da cultura popular brasileira, evidenciando em seus desenhos e pinturas, cenas do carnaval, favelas, lendas indígenas e representações religiosas, contribuindo para a construção de uma identidade nacional das artes.

Personalidade e versatilidade, que atravessou gerações e inspira até hoje, artistas e designers de diversas áreas de atuação e tem sua história entrelaçada pelas tramas de suas tapeçarias, que trouxe suas pinceladas para o universo do tecido, produzidas em uma série exclusiva e limitada de arazzos pela By Kamy.

A marca é única brand do mundo autorizada a produzir as obras de Tarsila do Amaral em arazzos/tapeçaria, e apresenta em seu acervo, mais de 25 obras feitas à mão na China e dignas da excelência e da maestria da artista. Cada uma delas é única e está disponível em três tamanhos.

Tarsila Popular no MASP até 28/07/2019

Tarsila do Amaral (Capivari, SP, 1886-São Paulo, 1973) é uma das maiores artistas brasileiras do século 20 e figura central do modernismo. Esta é a mais ampla exposição já dedicada à artista, reunindo 92 obras a partir de novas perspectivas, leituras e contextualizações.

De família abastada, de fazendeiros do interior de São Paulo, Tarsila desenvolveu seu trabalho com base em em vivências e estudos em Paris a partir de 1923. Por meio das aulas com André Lhote (1885-1962) e Fernand Léger (1881-1955), aprendeu a devorar os estilos modernos da pintura europeia, como o cubismo, para digeri-los e, de maneira antropofágica, produzir algo singular.

É importante chamar atenção para a noção de antropofagia, criada por Oswald de Andrade (1890-1954): um programa poético através do qual intelectuais brasileiros canibalizariam referências culturais europeias com o objetivo de digeri-las e criar algo único e híbrido, além de incluir elementos locais, indígenas e afro-atlânticos.

De volta ao Brasil, declarou: “Sou profundamente brasileira e vou estudar o gosto e a arte dos nossos caipiras. Espero, no interior, aprender com os que ainda não foram corrompidos pelas academias”.

O enfoque da exposição é o “popular”, noção tão complexa quanto contestada, e que Tarsila explorou de diferentes modos em seus trabalhos ao longo de toda a sua carreira. O popular está associado aos debates sobre uma arte ou identidade nacional e a invenção ou construção de uma brasilidade.

Em Tarsila, o popular se manifesta através das paisagens do interior ou do subúrbio, da fazenda ou da favela, povoadas por indígenas ou negros, personagens de lendas e mitos, repletas de animais e plantas, reais ou fantásticos. Mas a paleta de Tarsila (que serve de inspiração para as cores da expografia) também é popular: “azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante”.

Boa parte da crítica em torno de Tarsila feita até hoje no Brasil enfatizou suas filiações e genealogias francesas, possivelmente em busca da legitimação internacional da artista, mas assim marginalizando os temas, as personagens e as narrativas populares que ela construiu. Hoje, após bem-sucedidas mostras nos Estados Unidos e na Europa, podemos olhar para Tarsila de outras maneiras. Nesse sentido, os ensaios e comentários sobre suas obras incluídos na exposição e no catálogo são elementos fundamentais deste projeto. Não por acaso a polêmica pintura A negra recebe atenção especial dos autores e é um trabalho central na mostra.

Tarsila popular não busca esgotar essas discussões, que levam em conta também questões de raça, classe e colonialismo, mas apontar para a necessidade de estudar essa artista tão fundamental em nossa história da arte a partir de novas abordagens.

Tarsila popular tem curadoria de Fernando Oliva, curador do MASP, e Adriano Pedrosa, diretor artístico do museu.

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